Paul Dirac
Na ciência alguém tenta dizer às pessoas, de tal forma a ser entendida por todos, algo que ninguém nunca soube antes. Mas na poesia, é exatamente o oposto
Paul Dirac
Na ciência alguém tenta dizer às pessoas, de tal forma a ser entendida por todos, algo que ninguém nunca soube antes. Mas na poesia, é exatamente o oposto
“Vou tomar emprestadas as palavras do escritor Mark Twain para lhes dizer que os rumores sobre a minha morte são ligeiramente exagerados. ”
(Boris Iéltsin)
“Muitos indivíduos ortodoxos dão a entender que é papel dos céticos refutar os dogmas apresentados, em vez dos dogmáticos terem de prová-los. Essa idéia, obviamente, é um erro.
De minha parte, poderia sugerir que entre a Terra e Marte há um bule de chá de porcelana girando em torno do Sol em uma órbita elíptica, e ninguém seria capaz de refutar minha asserção, tendo em vista que teria o cuidado de acrescentar que o bule de chá é pequeno demais para ser observado mesmo pelos nossos telescópios mais poderosos.
Mas se afirmasse que, devido à minha asserção não poder ser refutada, seria uma presunção intolerável da razão humana duvidar dela, com razão pensariam que estou falando uma tolice.
Entretanto, se a existência de tal bule de chá fosse afirmada em livros antigos, ensinada como a verdade sagrada todo domingo e instilada nas mentes das crianças na escola, a hesitação de crer em sua existência seria sinal de excentricidade e levaria o cético às atenções de um psiquiatra, numa época esclarecida, ou às atenções de um inquisidor, numa época passada.”
Bertrand Russell
[retirado de: http://bulevoador.haaan.com/sobre]
E se não houvesse atração, haveria valor?
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“Mentira! O som não se propaga no vácuo!”
Foi a resposta dada por Jânio Quadros em um debate da eleição para presidência a um concorrente que interrompeu sua fala para dizer “Pode falar, suas palavras entram por um ouvido e saem pelo outro!”
Acredito que toda “heurística” é de fato movida pelo sentimento que você tem pelo o que você acredita. Heuristicamente, você parte de uma hipótese para investigar algo. Hipótese esta gerada, de certo modo, por um sentimento próprio (talvez a palavra ‘cognitivo’ caiba melhor no lugar de ‘próprio’) em relação ao sistema em investigação.
Está hipótese sendo refutável permitirá você verificar, ou não, a veracidade da mesma.
Então pensando assim, eu responderia que, do significado que eu tenho de ‘Heurística’, ela não só pode, mas é gerada por sentimento.
O sentimento que você tem em relação a algo que pretende investigar. Talvez fé seja uma boa roupa para esse sentimento.
Não adianta cagar cantando achando que a bosta sairá dançando.
(Adriano Braga)
Post hoc ergo propter hoc
Frase de sexta-feira pra refletir segunda-feira…
A maneira como algo é dito obviamente influencia de forma contundente como esse algo é escutado e interpretado.
É fácil listar vários atos cotidianos em que isso pode se verificar… Das várias aplicabilidades do experimento para verificar isso o que eu mais curto é um que a sinceridade da cobaia é inquestionável.
A cobaia são os cães. O experimento se aplica fazendo os seguintes testes.
- Fale com a voz branda: “Vem aqui cachorro”. Após falar anote os resultados.
- Agora gritando diga: “Sai daqui cachorro”. Anote os resultados…
- Agora você irá falar com voz branda a frase “Sai daqui cachorro” e depois gritar a frase “vem aqui cachorro”.
- Anote os resultados e depois compare-os fazendo suas conclusões.
Isso tudo é pra dizer que nada - exatamente nada - pode ser mais adequado para falar para uma pessoa que ela passou por um grande risco, e esta perceber que o risco foi realmente muito perigoso, do que um cearense dilatando as veias jugulares para gritar para a pessoa, e qualquer outra num raio de 2km, a singela frase:
TU SE ARROMBA, FELADAPUTA!”
O atual conhecimento sobre os fenômenos naturais no regime quântico não implicam necessariamente, na minha demente opinião, que Deus jogue dados. Se for para acharmos que Deus joga algo, seria mais adequado sugerir o jogo Black Jack (21).
Ou seja, o domínio do caráter probabilístico neste regime seria linearmente proporcional a nossa limitação em contar todos os graus de liberdade que efetivamente influenciam na dinâmica do sistema físico.
No Black Jack quanto melhor se “conta”, menos se precisa do acaso (ou sorte, se preferir).
Na dinâmica quanto mais se sabe sobre as causas, mais exato é a determinação das conseqüências.
E dizer que todas as causas são conhecidas implica necessariamente, na minha racional opinião, numa teoria determinística, e não probabilística.
Mas a teoria probabilística descreve bem o que queremos saber, desde que aceitemos que não queremos saber tudo ainda.
Ainda.
E se não houvesse luz, tudo seria permitido?
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